Confira abaixo nossas dicas para um melhor desempenho da sua máquina e de sua produção.

Temos tido alguns problemas de vibração excessiva nas máquinas de 1200rpm e na grande maioria das vezes o motivo é a montagem errada dos parafusos dos pés.

Apesar de parecer correto os parafusos NUNCA devem ser colocados de baixo para cima.
Se colocados desta forma, a máquina ficará apoiada apenas nos parafusos e em alguns casos o cliente ainda quer que a máquina fique o mais alta possível…. Desta forma a máquina tem pouco apoio e vibra em excesso.

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NENHUMA MÁQUINA DA BARUDAN (com dois cabeçotes ou mais) PODE FICAR APOIADA APENAS NOS PARAFUSOS.

A máquina fica apoiada com suas bases de ferro nas chapas emborrachadas e os parafusos servem apenas para tirar um pequeno balanço e fazer um pequeno nivelamento e mesmo assim devem ser SEMPRE contra-porqueados com firmeza.
Caso o desnivelamento seja muito grande ou o cliente queira colocar a máquina mais alta, deverá ser providenciada uma elevação de piso adequada e muito firme, mas NUNCA poderá levantar a máquina nos seus parafusos.
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Mesmo máquinas de 1000rpm devem ser instaladas desta forma.
Importante atentarem para isso, pois é muito importante para o correto funcionamento das máquinas.

Dezembro, 2015

Existem várias razões para seu equipamento ficar parado – preparação da peças a serem bordadas, preparação de um novo programa, quebra de linha e agulha e etc… Cada uma destas razões é igualmente frustrante para o operador que está tentando manter o ritmo de trabalho sendo que em especial, a quebra de linha é a mais irritante… Quebra de linha é algo que os bordadores se deparam todos os dias.
O bordador pode até se acostumar, mas se for considerado o quanto a quebra de linha representa em termos de perda monetária, chegaremos logo a conclusão que devemos buscar insistentemente as causas da quebra.

 

EXEMPLO: Numa máquina de 12 cabeçotes, o rompimento da linha pode levar 30 segundos para ser solucionado, (inspeção pelo operador, recolocar a linha, recuperar eventual falha e reativar a máquina), portanto considerando uma velocidade média de 650 pontos por minuto, cada parada representa 325 pontos não produzidos por cada um dos 12 cabeçotes. Se seu preço de venda para cada 1000 pontos for de R$ 0,15, sua empresa deixa de faturar R$ 0,585 a cada quebra de linha, (325 x 12 x 0,15). Considerando 10 quebras de linha por hora, (o que diversas vezes é superado em muito), já chegamos ao valor de R$ 5,85, logo num dia de 16 horas de trabalho, (dois turnos), temos R$ 93,60. Em escala anual podemos chegar a perdas de R$ 24.710,40 apenas em função das quebras de linha.

Conhecer as causas mais comuns de quebra de linha permitirá que você diminua estas enormes perdas na eficiência de seu equipamento de bordar e por conseqüência de sua empresa. Anote: a boa manutenção de seu equipamento produzirá um trabalho mais eficiente com melhor qualidade de produção.

Deficiências da própria Linha ou do Cone
Enrolamento deficiente da linha no cone pode ser observado por uma “saída” não uniforme quando este é consumido pela máquina. Observe também se a linha não está velha ou podre. Isto não causa apenas a quebra da linha mas também bordados mal feitos com tensões desequilibradas.

Cone com defeito de fabricação e/ou cortes nas extremidades, que prendem a linha provocando um aumento de tensão e consequentemente o rompimento do fio e eventualmente até da agulha. Cuidado ao colocar o cone no suporte, principalmente se estiver usando feltros de apoio, observando se a linha não ficou presa sob o cone, posicionando este sempre verticalmente e centralizado.

Enfiando a Linha na Máquina
A correta passagem da linha é fundamental para um bordado de qualidade e, é claro, a diminuição da quebra da linha. Todos os fabricantes enviam junto com equipamento instruções específicas para sua máquina. Uma observação importante adicional é a limpeza.

É essencial manter a máquina limpa, pois o acumulo de pó pode interferir no fluxo da linha, assim como esconder outros problemas como sulcos nas guias de linha. Observar com atenção a existência de sulcos, arranhões e irregularidades pelas guias ao passar alinham, estes podem prender ou desfiar o fio.

Tensionadores de Linha
Esteja certo que a linha passe corretamente entre os discos do tensionador de linha. Verifique se a mesma passa pelo centro dos discos. Observe a direção da linha no tensionador. Podemos dar um exemplo: Imagine o tensionador como se fosse um relógio.
A linha deve entrar No mesmo vindo da direção de 1:00h. Se a linha estiver vindo da direção de 12:00h poderá haver problemas. Observe o movimento do fluxo da linha para ver se esta corre por igual ou se tem movimentos irregulares. Faça os ajustes necessários.

Estica Fios
Após alguns anos de uso, (principalmente com fios de poliéster), os estica fios de sua máquina poderão apresentar sulcos nos pontos de passagem da linha, (nas máquinas Barudan o anel de cerâmica evita este desgaste), provocando o rompimento das fibras da linha próximo ao ponto de passagem do estica fio. Observar, sempre ao enfiar a máquina, que a linha faça o percurso correto. Mesmo durante o processo a linha poderá saltar por sobre o estica fio. Isto, além de aumentar a tensão, poderá danificar as fibras da linha, fazendo com que perca o brilho, dando ao bordado uma aparência opaca.

Guia Linha da Agulha
Este guia (pequeno “rabinho de porco”  acima da agulha), é fundamental para reduzir o atrito da linha com o material a ser bordado, proporcionando uma entrada paralela ao corte da agulha. O resultado é um bordado produzido com menos tensão e consequentemente menos quebra da linha.

Nas máquinas Barudan este guia é padrão de fábrica desde 1995, sendo que as máquinas mais antigas podem receber este aprimoramento. Observação: Alguns fabricantes não incorporam este recurso no equipamento. Muitos operadores não passam a linha corretamente. Sempre instrua seu operador.

Agulhas
A posição da agulha deverá ser ligeiramente virada em 20 graus negativos, (considerando a ranhura que conduz a linha 0 graus), de modo que a laçada seja facilitada e seja usado menos tensão. O posicionamento inadequado da agulha tanto para a direita como para a esquerda poderá provocar a ruptura dos filamentos que compõem a linha, provocando a tão indesejada quebra da linha.

Anote: Ao trocar a agulha é muito importante empurrá-la totalmente para dentro da barra de agulha. De outra forma o ponto com relação a lançadeira estará alterado e a linha poderá ser rompida pela mesma. Após atingir algum objeto, a ponta da agulha poderá quebrar ou entortar. Muitas vezes isto não é percebido pelo operador de imediato. Uma agulha danificada poderá ela mesma atravessar a linha e romper as suas fibras. Como resultado, mesmo pontos já bordados, bem como as próprias fibras do tecido poderão ser danificadas.

Barras de Agulha
O ajuste preciso das barras de agulha é fundamental. Quanto o posicionamento deste varia o ponto de sincronização de toda a máquina fica atrapalhado e consequentemente o bordado perde qualidade, podendo inclusive romper as fibras e novamente provocar a quebra da linha. É necessária a intervenção de pessoa qualificada para o ajuste correto.

Calcadores
Com o uso ou algum acidente, (batida no bastidor), o calcador pode entortar. Isto altera a distância original que separa o calcador do tecido no seu ponto mais baixo.
O calcador poderá atingir o tecido a ser bordado de maneira mais violenta danificando-o, ou não descer o suficiente, deixando um espaço muito grande entre a extremidade do pé e o tecido, permitindo a sua movimentação. Existe também a possibilidade do calcador perder o alinhamento, aproximando-se perigosamente da agulha, o que é uma causa potencial de quebra de agulha e, consequentemente, da linha.

Chapas de Ponto
Com o passar do tempo e pequenos acidentes, a chapa de ponto (por ser atingida por agulhas), fica marcada com sulcos e farpas, na borda do furo por onde passa a agulha. Estes sulcos e farpas podem romper a linha na passagem desta. O polimento ou troca da chapa se faz necessário.

Lançadeiras
A lançadeira também pode ser danificada por ocasião da quebra de uma agulha. Os sulcos e/ou farpas provocadas pela colisão de uma agulha criam o efeito mais devastador para a quebra da linha. O polimento da superfície da lançadeira é a solução nestes casos. O polimento da lançadeira deverá ser feito por pessoa especializada. O ponto da lançadeira é fundamental para a qualidade do bordado e poderá provocar, quando desregulada, falha de pontos e ruptura da linha.

Linha de Bobina
A linha da bobina deverá ter uma distribuição por igual, o que proporcionará um fluxo contínuo e estável. A cápsula (ou caixa), de bobina deverá ser bem conservada, com as molas tensoras funcionando adequadamente. Isto permitirá o controle da mais importante das tensões no processo do bordado. Uma linha tensionada em excesso ou frouxa também provoca a ruptura da linha.

Estabilização com Entretela
Operadores inexperientes poderão utilizar entretela em excesso com o intuito de obter bordados com melhor aparência em tecidos de difícil manuseio. Além do aumento do custo e a produção de bordados “duros”, o excesso de entretela aumenta a fricção da agulha, e seu aquecimento pode provocar ruptura da linha. Antes de aumentar a quantidade de entretela é importante a análise, para observar se alguma mudança pode ser feita no programa.

Seja observador!
Finalizando, vimos que existem muitas causas para a quebra de linha. As dicas (problemas), aqui apresentados são apenas algumas destas causas. Um operador observador talvez possa descobrir e eliminar outras causas ou mesmo prevenir que a linha quebre, aumentando a produtividade e eficiência na operação do equipamento. Boa manutenção do equipamento e cuidadosa observação de detalhes podem ajudar o operador a manter a quebra de linha dentro de níveis regulares.

Descobrir e reconhecer estes problemas não é uma tarefa fácil, pois existem muitas variáveis envolvidas e é freqüentemente difícil determinar exatamente qual foi a causa da quebra. Porém, quanto mais observarmos a máquina bordando, mais seremos capazes de resolver os problemas e manter nossas máquinas TRABALHANDO… Peter Vorbau

Na indústria de bordado, como em qualquer outra industria, ganha-se dinheiro quando a máquina está trabalhando. Esta é a base de qualquer negócio. Existe uma contaminação a mais no nosso mercado que são as peças “pirata”. Estas peças vendidas como originais ou similares, obtidas em Miami, na China, na Coréia, bem baratinhas…. do mesmo fornecedor da Barudan…. são um embuste que está virando uma praga em algumas regiões do Brasil.
Estas peças são de procedência duvidosa, ou de fabricantes pouco comprometidos com a qualidade e funcionamento da máquina e estão sendo vendidas e instaladas por serviços não autorizados da Barudan provocando quebra e desgaste acentuado em outras peças do equipamento.
Recentemente estivemos fazendo um apanhado do resultado de uma simples utilização de uma bobina de alumínio de má qualidade em algumas fábricas seduzidas apenas pelo preço reduzido desta peça… acompanhe os resultados:
1) Vida útil curta por causa do material,( alumínio é muito mais macio que o material da bobina original), com conseqüente mais trocas;

2) Deformação da bobina,( como o material é mais macio, não existe muita rigidez nas paredes da bobina, provocando um efeito de ” engordar da bobina), que começa a criar um atrito na caixa da bobina prejudicando a qualidade do bordado;

3) Este maior atrito provoca o desgaste prematuro da caixa de bobina e da lançadeira criando folgas que por sua vez irão prejudicar novamente na qualidade de formação do ponto do bordado = bordado sem qualidade;

4) Este maior atrito provoca mais ruptura de linha;

5) Com “engorda” da bobina , a agulha começa a “tocar” nas bordas desta peça, ( criando uma série de pequenas marcas, caso você tenha comprado estas bobinas, basta ir na produção e verificar), provocando um desgaste acelerado das agulhas e maior ruptura de linha;

6) Com uma agulha rombuda, o material a ser bordado é danificado e obviamente, a qualidade do produto final fica comprometida.

Como podemos verificar, apenas uma “inocente” bobina pode provocar um dano extenso na sua produção, algumas outras peças podem chegar a comprometer o funcionamento da máquina em dias e causar prejuízos de milhares de reais. Não vale a pena comprar uma máquina de milhares de dólares e economizar alguns reais em sua manutenção… este é um típico caso do ” barato que sai caro”….

Abaixo repetimos o exemplo do custo da quebra de linha que pode ser causada por peças piratas…
EXEMPLO: Numa máquina de 12 cabeçotes , o rompimento da linha pode levar 30 segundos para ser solucionado, ( inspeção pelo operador, recolocar a linha, recuperar eventual falha e reativar a máquina), portanto considerando uma velocidade média de 650 pontos por minuto, cada parada representa 325 pontos não produzidos por cada um do 12 cabeçotes. Se seu preço de venda para cada 1000 pontos for de R$ 0,15, sua empresa deixa de faturar R$ 0,585 a cada quebra de linha, ( 325 x 12 x 0,15). Considerando 10 quebras de linha por hora, ( oque muitas vezes é superado em muito), já chegamos ao valor de R$ 5,85, logo num dia de 16 horas de trabalho, (dois turnos), temos R$ 93,60. Em escala anual podemos chegar a perdas de R$ 24.710,40 apenas em função das quebras de linha.

Revisões são importantíssimas para os equipamentos de bordar. A ação de poeira, umidade e desgaste podem causar sérios danos ao equipamento. Revisões são preventivas e visam verificar pontos estratégicos da máquina, limpando-os, ajustado-0s e lubrificando-os. Por exemplo, o conjunto motriz do pantógrafo que deve ser desmontado de tempos em tempos para se retirar poeira, restos de linha e também ajustar e lubrificar correias, ou então a troca de amortecedores de silicone e o´rings e importantes ajustes no interior de cada cabeçote,

Além do grande benefício que uma revisão traz ao equipamento, um outro fator importante é também a própria consultoria que o técnico presta ao longo do serviço, mostrando mais uma vez os pontos de lubrificação, regulando a máquina e tirando todas as dúvidas que venham a existir. Estas revisões somente poderão ser feitas por técnicos da Barudan ou representantes que dispõem de instrumentos para realizar o serviço. Sem dúvida nenhuma, é muito melhor prevenir do que remediar.
Este guia é uma base meramente informativa. Cada uma destas revisões pode variar significativamente, dependendo de uma série de fatores como idade da máquina, estado geral de manutenção, tempo disponível, modelo, etc.

Atenção: Máquinas de bordar devem passar por revisões anuais.

1) Começar se informando com o operador a respeito da máquina. Pergunte se existe algo de errado com algum cabeçote ou outra coisa qualquer. Caso exista, no decorrer da revisão não esqueça de verificar.

2) Começamos sempre pelos tensores de linha os quais devem ser todos desmontados para serem lavados e regulados.

3) Em seguida, retiramos todas as capas dos cabeçotes e desmontamos todas as barras de agulha, calcadores, estica-fios, etc. Os cabeçotes são então lavados, bem como todas as peças retiradas. No decorrer da limpeza vários problemas já poderão ser detectados, como a necessidade da troca dos guias das barras de agulha (NBD), Bases dos guias (“L”), calcadores, capas das barras de agulha, barras de agulha, bielas, amortecedores de silicone, etc. Sempre que as barras forem desmontadas, substitua todos os o´rings por novos.

4) Verificar com o operador onde ele esta lubrificando e com qual freqüência. Lubrificar a máquina com óleo grosso e fino em todos os pontos e graxa branca nos CAMs e estica fios, mostrando ao operador, ou responsável. Não esquecer a lançadeira.

5) Fechar os cabeçotes e já instruir o pessoal para começar a enfiar a linha na máquina. Sempre verifique se a mesma esta sendo enfiada corretamente.

6) Abrir todas as chapas de ponto e limpar as mesmas, verificando se as facas móveis estão com bastante pressão na arruela ondulada. Retire as lançadeiras para limpeza e verifique se não há linha atrás das mesmas. Lançadeiras não devem ter folga entre o berço e o bloco. Verifique também os guias das facas e hooks/ganchos. Ao final passar um compressor e lubrificar inclusive com graxa branca nas engrenagens.

7) Recolocar todas as chapas de ponto com cuidado para que as facas encaixem nos guias. Retire o pantógrafo e solte as chapas protetoras das correias verticais e horizontais. Limpe com um pano, retire poeira e restos de linha, ajuste as correias de acordo com cada modelo de máquina, ajuste os trilhos para que não haja folga lateral, verifique o estado dos rolamentos e finalmente lubrifique-os com óleo grosso – depende do modelo. No caso de máquinas de ponte, retire também os carrinhos da frente junto com as hastes, para facilitar a limpeza, lubrificação e ajuste das correias.

8) Coloque as tampas de volta verificando se elas não estão muito altas ou baixas em relação à mesa. Limpe os feltros do pantógrafo com uma escova para tirar toda a poeira, verifique o estado dos trilhos de teflon e volte com o mesmo para a mesa com o devido cuidado para que ele encaixe nos seus rolamentos. Monte os roletes fixadores do pantógrafo e ajuste os mesmos para que se encostem à lateral do pantógrafo.

9) Abra o Box inferior da máquina retire as placas com muito cuidado e limpe com o compressor (isento de água). Verifique se a ventoinha esta funcionando. Em seguida faça o mesmo com o painel de controle, também verificando as versões de software.

10) Testar a máquina regulando as cápsulas de bobina e tensões da linha superior. Verificar se a mesma esta cortando de acordo.

11) Enquanto isso verifique também se o rebobinador está lubrificado e funcionando de acordo. Não esquecer de preencher o relatório de visita. Abaixo uma lista de peças que devem ser substituídas independentemente de seu estado.

  • O´rings pequeno
  • O´rings grande
  • Silicone do calcador
  • Silicone da barra
  • Silicone do driver (NBD)
  • Cápsula de bobina
  • Feltro das barras
  • Arruela ondulada da faca (MK5)

 Energia – ATERRAMENTO

Muitos clientes e curiosos nos escrevem perguntando sobre o que é aterramento e se ele é realmente necessário para as máquinas de bordar, bem como estabilizadores, no-brakes e outros equipamentos.

Na verdade não existe proteção 100% segura e por isso em função da frequente instabilidade da rede elétrica de nosso país, a latíssima incidencoa de raios e tempestades, o que dará ao dono do equipamento maior conforto e tranquilidade é um Seguro contra danos elétricos. Seguro este que não é caro e irá poder ajudar muito no eventual dano de uma ou varias placas eletrônica por causa de raios, picos de luz, oscilações de energia bruscas e repentinas e etc…

De qualquer forma é muito importante proteger de todas as formas um equipamento eletrônico com é o caso de uma máquina de bordar Barudan. Digamos que o aterramento da mesma é a primeira e mais básica iniciativa de proteção, mas uma das mais importantes.

Eletricidade só existe quando há diferença de potencial. Por exemplo, se temos dois fios, um com potencial 12 e outro com potencial 0, então temos uma diferença de potencial de 12V. Se tivermos dois fios com potencial 12, então não há diferença de potencial e a tensão elétrica obtida entre esses dois fios será zero.

A rede elétrica que temos em casa é formada normalmente por dois fios – Fio Neutro e Fio Fase. O fio neutro possui potencial zero e o fio fase é por onde a tensão elétrica é transmitida. Como haverá diferença de potencial entre a fase e o neutro, haverá tensão elétrica. Na rede elétrica a tensão é alternada, já que potencial elétrico do fio fase é uma forma de onda senoidal, isto é, varia ao longo do tempo.

O fio Terra é um sinal que contém zero volt absoluto. Ele é usado para igualar o potencial elétrico entre equipamentos elétricos. Normalmente o terra é ligado à carcaça metálica do equipamento. Em equipamentos onde a estrutura seja de plástico, o terra é ligado à carcaça metálica existente no interior do equipamento. Nas máquinas de bordar, o terra deve ser ligado ao fio verde do seu cabo de ligação, mas pode ser também ligado à carcaça do equipamento.

Qual seria então a diferença entre o terra e o neutro, já que ambos possuem potencial zero?

Acontece que o fio neutro pode ficar “sujo” devido a fugas apresentadas pelos equipamentos elétricos presente em casa ou no trabalho. Por exemplo, ele vem da rua com potencial zero, mas devido aos equipamentos que existem em sua casa, pode haver uma fuga (que é normal) e o neutro passa a ter um potencial ligeiramente maior, digamos 6V. Se comparado com o fio fase, então, a diferença de potencial baixou, nesse caso em 6V. Mas, como os equipamentos elétricos normalmente possuem uma tolerância alta, essa queda na tensão não alterará funcionamento dos mesmos. A tensão baixa de 127V para 121V nesse exemplo, o que fará com que os equipamentos continuem funcionando normalmente.

O terra apresenta, portanto, um potencial de zero volt absoluto. Isso é conseguido através da instalação de uma ou mais barra de cobre no solo (daí o nome “terra”). Como a Terra é uma fonte inesgotável de elétrons, o seu potencial é inalterável. Caso algum equipamento tente “sujar” o terra (como ocorre com o neutro), o excesso de tensão é encaminhado para a Terra, mantendo o potencial elétrico sempre em zero.

Neste caso, quando estamos operando com equipamentos elétricos que irão ser interligados entre si e onde não pode haver diferença de potencial entre eles o fio terra passa a ser fundamental. Em outros casos ele também evita que máquinas dêem choque ao tocá-las. Para um ferro de passar roupas, para um liquidificador e para uma lâmpada, o uso do fio terra não faz sentido, já que eles não precisam de uma referência do zero volt absoluto, pois a tolerância desses equipamentos permite a eles operarem corretamente mesmo quando o fio neutro está “sujo”.

Por esse motivo é que nas instalações elétricas residenciais só há, na maioria das vezes, os fios fase e neutro, já que provavelmente não haverá equipamentos elétricos que necessitem de aterramento. Mas isso está mudando e a maioria das normas hoje vigentes já incluem o fio terra mesmo em residências. Na maioria dos países da Europa, por exemplo, o fio terra é obrigatório já há vários anos.

Terra Virtual

Você já tomou choque ao abrir a porta de uma geladeira? Isso ocorre caso o potencial elétrico da carcaça da geladeira não seja igual a zero. Como você está com os pés no chão (que possui potencial zero), haverá uma diferença de potencial entre você e a geladeira, que criará uma corrente elétrica tão logo você encoste na carcaça metálica da geladeira, fazendo com que você sinta o choque.

Esse mesmo tipo de problema pode ocorrer com o gabinete do seu computador ou com qualquer equipamento elétrico ou eletrônico que possua carcaça metálica, no caso as máquinas de bordar.

A função do fio terra é prover zero volt absoluto. Ao fazer a ligação do fio terra corretamente, torna-se impossível levar um choque em equipamentos dentro destas condições.

Imagine neste caso, ligara uma máquina de bordar a um computador ou a uma rede de computadores e máquinas, ou mesmo uma ligação entre um computador e uma impressora. Essa ligação é feita através de cabos. O que acontecerá se o potencial elétrico da carcaça do computador for diferente do potencial elétrico da carcaça da impressora ou dos demais computadores ou máquinas de bordar? Na pior das hipóteses, você queimará a porta paralela do seu micro, da sua impressora ou uma placa eletrônica mais importante da máquina de bordar.

Outra situação muito comum é entre micros conectados em rede. Se os micros não estiverem aterrados, você poderá queimar a placa de rede deles, caso a carcaça deles possuam potenciais elétricos diferentes. O cabo da rede fará o papel de interligar a carcaça dos micros, fazendo com que haja um choque entre eles da mesma forma que o choque da geladeira. Esse choque é uma diferença de potencial e fará com que, no caso mais simples, a rede não funcione e no caso mais grave, queime as placas de rede dos micros que possuem diferença de potencial entre eles. Dessa forma, pode haver diferença de potencial entre equipamentos que possam ser interligados. A solução para não haver essa diferença de potencial é o aterramento.

O problema é que a maioria dos prédios não possui fio terra e muitas vezes sai caro (e complicado) criar o terra, pois como já mencionado, é necessário enterrar  uma ou mais barras de cobre na terra. Em casas este serviço é mais fácil de ser feito, mas digamos que a máquina de bordar esteja 10º andar de um prédio.

Uma possível solução para não haver diferença de potencial entre os equipamentos nestes casos residenciais seria um “terra virtual”. Para empresas onde há vários computadores ligados em rede outros equipamentos e máquinas de bordar o “terra virtual” não pode ser utilizado.

Em casa, não haverá o problema de diferença de potencial entre os equipamentos se igualarmos o potencial deles. Para isso, basta interligar os fios terra de cada equipamento. O estabilizador de tensão pode fazer isso, basta não cortar o pino terra dos equipamentos e ligá-los ao mesmo estabilizador para que o potencial deles seja igualado, já que o estabilizador interliga os pinos terra dos equipamentos, mas note que o fio de alimentação do estabilizador não estará aterrado. Desta forma, o único problema será se houver diferença de potencial entre você e a carcaça do gabinete. Neste caso, você tomará um “choquinho” toda vez em que encostar no gabinete ou se você for ligar vários micros em rede. Para evitar este problema só aterrando o estabilizador.

ATENÇÃO: O recomendado e mais seguro para criar um terra verdadeiro, é a contratação de um eletricista especializado em instalações prediais.

Terra Verdadeiro

Vários clientes e curiosos procuram saber como fazer um terra verdadeiro sem a contratação de um profissional da área. A solução “quebra-galho” mais eficiente é procurar um ponto metálico que faça a ligação do equipamento com o subsolo onde o prédio foi construído. Procure saber primeiro com o síndico ou administrador se o prédio já não possui aterramento para conexão, situação esta ideal. Caso contrário, em apartamentos e salas comerciais pode ser usado a tubulação de água, somente se ela for feita com tubos e conexões metálicas, ou então através do vergalhão de ferro presente nas vigas de sustentação do prédio (atenção: janelas de alumínio não servem para fazer o terra). Assim, basta comprar um fio com o comprimento necessário para ligar o pino terra da tomada do estabilizador ao cano ou viga escolhida e pronto, mãos à obra!

No caso de usar a tubulação de água para fazer o seu terra, não se esqueça de verificar se os tubos e conexões que passam dentro da parede são de metal, pois caso eles sejam de PVC, não poderá ser utilizado. Note que muitas vezes, especialmente nos prédios mais novos, as torneiras são metálicas, mas o encanamento é de PVC.

ATENÇÃO: O recomendado e mais seguro para criar um terra verdadeiro, é a contratação de um eletricista especializado em instalações prediais.

Outro cuidado MUITO IMPORTANTE a ser tomado é o de não ligar o fio terra do computador, ou do estabilizador ou da máquina de bordar ao neutro da rede elétrica. Infelizmente muitas pessoas fazem isso e é um erro grave. O problema é que algum dia alguém pode equivocadamente inverter o fase e o neutro na caixa de distribuição e o seu equipamento literalmente explodir. Além disso, a máquina continuará a dar choque e ainda componentes de placas eletrônicas poderão se danificar aceleradamente.

Note também que toda a explicação acima baseia-se em ligações monofásicas (127V por exemplo).

As regras básicas para uso comercial são:

  •  Trifásico com 220 V, ou seja, 3 fases de 220 V e 1 neutro. Para equipamentos 127 V (no Brasil não existe 110V) liga-se uma fase 220V e um neutro 0V. Podemos também ligar um equipamento 220 V bifásico onde neste caso utilizamos duas fases 220V e o terra.
  • Trifásico com 380 V, ou seja, 3 fases de 380 V e 1 neutro. Não é possível se obter 127 V a não ser que se utilize um transformador, Para obter 220 V monofásico, liga-se uma fase 380 V e um neutro 0 V.

Texto retirado de várias fontes da Internet e editado pela Barudan do Brasil.